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Pepsi sabor baobá

Pois é, chegou o verão aqui neste hemisfério e, com ele, tem lançamento de mais uma Pepsi de sabor exótico: Pepsi Baobá.



Baobá é um tipo de árvore ( gênero Adansonia) em que a maioria das espécies são nativas da ilha de Madagascar, onde inclusive chega a ser considerada símbolo nacional.

Para aqueles que já leram as aventuras de "O Pequeno Príncipe" (Le Petit Prince), de Saint-Exupéry, o baobá era aquela árvore gigantesca cujas raízes tomavam conta de um planeta inteiro.

Um exemplar de Adansonia grandidieri
Foto: Bernard Gagnon. Encontrada na Wikipédia.


O fruto é comestível e imagino que tenha sido a partir dele que o pessoal responsável pela criação de novos sabores da Pepsi tenha se inspirado para elaborar esse líquido cor de mel de cheiro leve e agradável.

O gosto é interessante; logo que botei a bebida na boca, não sei por que, me veio à mente a imagem de estar ingerindo alguma raiz de planta. No entanto, meu companheiro de experiências gastronômicas e bebedeira em nome da ciência me fez notar que, após a ingestão, permanece na língua um gosto muitíssimo leve, parecido com canela.



Assim, como consideração final, devo admitir que gostei da novidade, embora ela não tenha conseguido ultrapassar o sabor único e refrescante da minha Pepsi sabor esquisito número 1: Shiso.

Vamos aguardar e ver o que essa fabricante de bebidas nos reserva para o verão que vem...

Vou te mostrar que é de chocolate...

Assim dizia a letra de um antigo sucesso (1984) do Trem da Alegria.

Vou pegar carona nessa música anciã pra dizer que é de chocolate, mas de chocolate mesmo o novo refrigerante que os japoneses (quem mais?) inventaram.



A culpada da vez dessa japanisitice não é a Pepsi, mas a Suntory, inventora de mais outras misturas líquidas superestranhas das quais pretendo falar futuramente.

Lançada nesse último dia 19, ainda não experimentei a bebida, mas já requisitei a um de meus agentes (uhuhuh, é assim que eu chamo a minha cara-metade agora? Tenho de me preparar pra dormir no sofá...) a compra da mesma para a realização de mais um experimento científico-gastronômico.

Pepsi sabor feijão!

Alguém disse uma vez que as papilas gustativas dos japoneses são diferentes das do resto do mundo e, apesar de eu não gostar muito de generalizar, sou obrigada a reconhecer que isso parece fato. Pois quem, se não eles, pra inventarem um refrigerante com sabor tão esdrúxulo como esse?

A novidade foi lançada em 20 de outubro, mas somente poucos dias atrás tive a oportunidade de encontrar alguns exemplares à venda no supermercado perto de minha casa.

No meu caso, não bastou ver nas prateleiras para crer. Tive também que comprar e experimentar para ter certeza de que o negócio era real mesmo.

Por incrível que pareça, apesar de não conter nenhum traço de azuki (feijão menor que o carioquinha e de cor vermelha), com ingredientes 100% artificiais, eles conseguiram recriar o sabor do feijãozinho japonês de maneira quase perfeita.



Portanto, senhoras e senhores, aqueles que já leram meu artigo "Sabores Estranhos de Sorvete" sabem que meu veredicto não poderia ser outro: gostei da bebida!



Não é de hoje que a Pepsi vem tentando inovar no setor de refrigerantes de sabores esquisitos no Japão. Vocês aí devem se lembrar de ter visto a notícia (saiu na Folha de São Paulo e no site Kibe Loco) de quando a empresa inventou uma Pepsi sabor pepino, há coisa de mais ou menos dois anos.



As vendas devem ter sido muito boas, pois decidiram continuar testando os limites do gosto humano e, ano passado, se saíram com uma Pepsi sabor Blue Hawaii, um tipo de coquetel feito à base de rum, suco de abacaxi e licor Curaçao. Obviamente que não criaram nenhuma pepsi de teor alcoólico; os ingredientes são todos extremamente artificiais.

Esta eu não gostei muito, apesar da belíssima e cintilante cor azul-turquesa-radioativo... O sabor parecia com o daqueles chicletes tutti-frutti, dos quais eu nunca fui muito fã.



Em junho desse ano, inventaram de novo, dessa vez uma Pepsi sabor Shiso, um tipo de planta (gênero Perilla) da mesma família da hortelã que é normalmente comida junto com sashimi ou utilizada em saladas por aqui.





Esta pepsi também caiu nas minhas graças: o sabor marcante e exótico da shiso (lê-se como "chissô") dava um toque bem refrescante à bebida. E o cheiro...maravilhoso! De todas as pepsis de sabores estranhos, foi a que mais me agradou.

Pena que todos esses lançamentos são por tempo limitado: duram apenas três meses (uma estação) e depois somem, para nunca mais voltar...snif,snif...

Uma coisa leva a outra

Ramune de Kobe


Querendo escrever sobre Ramune, não quis me limitar a simplesmente mostrar fotos da garrafa; queria ir mais a fundo e mostrar a história por trás dela.

Então, resolvi fazer pesquisa naquele lugar em que 99,9% das pessoas com internet decidem procurar, ainda que esteja mais do que provado que as informações lá contidas não sejam confiáveis: a WIKIPÉDIA.

Encontrar o verbete Ramune eu encontrei, mas não na Wikipédia em português. Além disso, uma rápida comparação entre os artigos escritos em inglês e japonês me mostrou que as informações estavam longe de serem completas e, além disso, eram conflitantes entre si!

Fiquei pensando no monte de gente que lê aquele artigo em inglês (língua muito mais universal do que o insular japonês) e é levado a acreditar em informações errôneas e pior, passam esse erro adiante em blogs e outros meios como eu tive a oportunidade de verificar fazendo uma pesquisa rápida sobre o tema.

Cuidado para não se alienar demais ou passar por palhaço por confiar na Wikipédia!

Como o refrigerante é exclusivamente japonês, é um pouco óbvio que as informações mais corretas estejam nesta língua. Fuça daqui, fuça dali, e eu acabo descobrindo coisas muito além do que nos ensina essa inculta Wikipédia...

Daí me baixou um "santo" que me pediu encarecidamente que tivesse dó dos milhões de falantes de língua portuguesa sedentos (desculpem o trocadilho) por saber mais sobre essa bebida mas que não dispõem de conhecimentos linguísticos suficientes da língua dos samurais para irem beber (Ah, pra quê negar? Eu adoro trocadilhos! :) nas fontes principais do saber ramuneístico...

Resolvi botar a mão na massa e escrever eu mesma um artigo sobre Ramune na Wikipédia lusófona. O resultado, meus amigos, está aqui.

E a coisa não parou por aí: entusiasmada por ter publicado algo escrito por mim em uma enciclopédia consultada por zilhões de pessoas e com vontade de contribuir para a difusão de conhecimento entre os falantes da língua portuguesa (essa última flor do Lácio...), acabei me metendo a criar mais artigos e estou, agora, escrevendo mais ou menos regularmente por lá.

E tudo começou por causa desse meu bloguezinho...

A garrafa da bolinha

Dia desses, estava eu pensando no que é que iria escrever aqui neste blog, quando me veio a idéia de falar sobre uma bebida muito comum por aqui e praticamente inexistente em qualquer outro canto do mundo: Ramune.

A bebida em si não tem nada de extraordinário; trata-se apenas de uma soda limonada um pouco menos doce do que as fabricadas no Brasil.

O que é legal, o que chama a atenção mesmo é o formato da garrafa e a maneira de abri-la: ela não tem uma tampinha metálica, mas uma bolinha de gude vedando o bocal!



É isso mesmo. Uma bolinha de vidro é colocada dentro da garrafa e, quando a mesma é preenchida com o líquido carbonatado, a pressão do gás carbônico se encarrega de "empurrar" a bolinha para cima e tampar a saída. Para abrir, você tem duas opções:

a) Usar o dedo para empurrar a bolinha de novo para dentro. Não recomendável pois, além de não ser higiênico (lavou as mãos direito, seu Zé, dona Maria?), pode acabar em acidente (dedo preso no bocal, dedo que vai com muita força na bolinha e faz explodir o líquido na cara, machucados etc.etc.);

b) Usar o abridorzinho de plástico que sempre é oferecido junto com a garrafa. Basta colocá-lo em cima da bolinha, dar uma empurrada não muito forte e voilà!

Tá, mas daí vem a pergunta: - Mas se eu inclinar a garrafa, a bolinha não vai cair de novo no bocal e fechar tudo, me impedindo de tomar a bebida?

Pois aí é que está a engenhosidade de seu inventor, o britânico Hiram Codd: a garrafa de vidro foi moldada de tal maneira que o seu gargalo se afunila, para não deixar a bolinha totalmente livre, leve e solta lá dentro e, além disso, ainda há duas "lombadas" em seu interior que servem como obstáculos para que a bolinha não volte a tapar a entrada. Basta posicionar a dita cuja de gude entre essas duas lombadas e beber à vontade sua soda limonada, de preferência bem geladinha.



Ah, não aguenta ou não quer beber tudo agora? Sem problema! Dá pra voltar a tampar a garrafa tranquilamente e metê-la na geladeira à espera de outros goles. Basta desviar a bolinha das lombadas e fazer com que ela se posicione de novo no bocal, inclinando bem a garrafa, que a pressão do gás (se ainda tiver, é lógico) faz o resto.

Acho que vendo como se abre fica melhor de entender:

A bebida dos sobreviventes



      Essa aí eu encontrei quando passeava pelo bairro chinês de Yokohama. SABAIBARU (Survival) é o nome do composto, supostamente vitaminado. Mais interessante do que o conteúdo é o que vem escrito na lata:

     "Terremotos, guerras, terrorismo... Na hora do perigo, você tem o necessário para sobreviver?"

      Tenho de incluir essa bebida na minha lista de items essenciais para a próxima compra. Afinal, os norte-coreanos já estão calibrando seus mísseis perto do arquipélago...

        Coréia do Norte lança foguete

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